Descobrindo a linguagem na comunicação
Quando
se refere à semiótica, se refere a um fenômeno que transforma a
informação em comunicação, como se entre a origem da informação
e o destino dela, houvesse uma corrente elétrica dentro de um cabo,
como por exemplo, na rede elétrica da rua, onde o cabo seria o meio
de transmissão e a corrente elétrica os elementos da informação
chamado de linguagem.
O estudo da linguagem pela semiótica, se refere aos elementos que
compõem o fenômeno desta “corrente elétrica” dentro do
processo que produz a comunicação, ou seja, a estrutura da
linguagem, que, tentaremos neste texto, criar uma ilustração física ou visualização estética
daquilo que é invisível, como Max Planck fez quando dividiu o
átomo, isto é, ele fez uma composição física do átomo a partir da
estruturação do átomo, mas sem ver o átomo.
A
comunicação é um fenômeno universal composto por um processo que
se inicia com a emissão da informação por um polo, e, esta mesma informação, assemelhando-se aos princípios da força cinética, movimenta-se de
alguma forma, por uma linha, cabo, rede, que são os meios de
comunicação.
O
meio de comunicação contém dentro dele, uma energia que pode
ser comparada à uma corrente elétrica, que é a linguagem, cuja
função é a de permitir um contato com um ou outros polos, como se
esta corrente elétrica ao se movimentar, energizasse o polo receptor
da informação ou destinatário, por exemplo, comparando-se a
lâmpada doméstica, como se a linguagem ao chegar ao seu destino,
acendesse a luz, que ocorreu pela corrente elétrica que há nela, e
não pelo fio que liga o interruptor à lâmpada..
Para simplificar vamos nos valer do senso comum para explicar. Essa reação de acender a luz no processo
de comunicação é chamada de interação, que completa o processo
de comunicação, ou seja, o polo emissor, dentro de seu propósito,
ao emitir uma informação, que é transmitida por algum meio,
guarda em si uma energia, que ao chegar ao seu destino energizou ou
interagiu com o polo receptor.
Se
não há interação, não se pode dizer que o processo de
comunicação se completou, pois a informação morre no seu destino,
um exemplo bem claro é quando o professor ensina algo que não é
aprendido, ele emite a informação, transmite, mas a energia não
produz a reação de acender a luz, não produz o conhecimento, assim,
na prova, o aluno não saberá demonstrar o objeto de aprendizagem porque a informação é como uma palavra morta, não produz interação.
No entanto,
o processo de comunicação não é um procedimento da espécie
humana, ao contrário, o homem é que se serve desta universalidade,
pois, tudo o que está dentro da dimensão do Universo, de alguma
forma, emite informação, isto é, gera a energia da linguagem,
podendo ter um meio de comunicação ou não, neste caso, ela
permanece oculta, desconhecida, ou misteriosa
Assim
como na corrente elétrica que contém a estrutura com polo positivo,
negativo ou neutro, a Semiótica estrutura a linguagem com um objeto,
ou primeiridade, cujo desenho de sua configuração, cria um signo ou
significante, que é a secundidade, e, por fim, o contexto criado
entre a primeiridade e a secundidade é chamado de interpretante ou
terceiridade que ao chegar ao destino energiza o receptor cuja reação
é a interação.
Valendo-nos
do exemplo da luz do sol para a produção de clorofila, há uma
interação, isto é
um processo de comunicação eficaz entre o sol
e a planta, onde recebe os elementos de linguagem, em contextos
que permite que ela reaja, absorvendo o CO2 e produzindo o O2.
Fonte. Pedagogia em Pinterest
Em
um processo de comunicação com diversas redes podemos tomar como
exemplo o sistema digestivo humano, em que o homem ao se alimentar, ingere o alimento contendo na informação os
elos da primeiridade e secundidade, com isso, cria contextos ou terceiridades
que energizará diversos órgãos de acordo com o interesse de seu contexto, produzindo múltiplas interações
articuladas de acordo com o contexto que interessa a cada pólo receptor, compondo um sistema, no caso, o digestivo.
Fonte.
Toda Matéria – Sistema Digestivo, Sistema Digestório
Assim,
o fenômeno da linguagem no processo de comunicação é composto por
primeiridade, secundidade e terceiridade.


Adorei
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