Reforma trabalhista: a livre negociação
Foi-se o tempo em que o empregado não tinha formação, era migrante do campo, sem instrução, tudo se baseava na relação de confiança para seu sustento, diante de um promissor processo de industrialização, inspirado nos ideais de um capitalismo, cuja a confiança sempre teve dois pesos e duas medidas no que se refere à equidade da relação de trabalho se fazendo necessário a intervenção do Estado através de uma legislação que oferecesse garantidas mínimas à parte mais fraca. Para tentarmos compreender a realidade presente das relações de trabalho, precisamos antes entender onde o mercado de trabalho está inserido, como é o sistema econômico que regem estas normas que hoje são tão pressionadas para a reforma, principalmente do mercado externo como desculpa para investimentos. Para isso, continuamos nossa viagem no tempo, agora na relação de emprego da era Industrial, em que o lucro era a meta única, alcancável sob o preço do custe o que custasse, que neste termo incluia, a degrad...